sexta-feira, 17 de abril de 2009

PROGRAMA AQUI E AGORA - OS FILHOS DO DIVÓRCIO

Colocamos aqui o link para o video do programa da SIC Aqui e Agora do dia 16 de Abril de 2009 com o tema "Os filhos do divórcio".

3 comentários:

figueiredo disse...

Muito interessante este Aqui e Agora.
É pena que o tempo seja sempre tão curto; havia muito mais para ouvir de todos os participantes, das suas experiências, dos seus saberes.

Mãe Galinha disse...

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Filhos do divórcio
Ontem à noite a SIC transmitiu um debate conduzido por Rodrigo Guedes de Carvalho subordinado ao tema "Filhos do Divórcio". Quando vi anunciado, com a participação de 2 pessoas cujas publicações tenho lido - Maria Saldanha Pinto Ribeiro do Instituto de Mediação Familiar e a pedo-psiquiatra Ana Vasconcelos - fiquei logo interessada. A desilusão foi grande...
O debate teve por objectivo criticar "essa enormidade" que é atribuir a guarda dos filhos às mães (como se a maioria dos pais a quisesse!) e o acabar com "a ditadura do útero".
Havia um representante de uma Associação Pais para Sempre que até falou num estudo feito no Hospital de Santa Maria que revela que 95% dos pais se ocupam de todos os cuidados com bebés até um ano. Com esta é que me fartei de rir (para não chorar). Claro que se ocupam... é com orgulho que dizem à família e amigos que mudam fraldas, dão banho e alimentam... esquecem-se é de dizer que fazem isso tudo, com sorte, uma vez por dia. Eles ajudam, não fazem. E a prova mais objectiva disso é ver a percentagem de homens que partilha a licença de maternidade com as mulheres. Como se imagina, não são os pais que chegam a casa às 8h da noite que estiveram todo o dia a tratar dos bebés, certo?
Nem eu vejo mal nenhum nisso. Acho normal.
O que eu não acho normal é que de repente se diabolizem as mães. Porque há umas que não cumprem os direitos de visita, porque há outras que usam os filhos contra os ex-maridos. Divórcios que correm mal e em que as crianças são apanhadas no meio é o que há mais. Mas não são necessariamente as mães culpadas disso.
Uma das brilhantes conclusões daquele debate foi que a guarda das crianças deveria ser entregue ao "pai que melhor garante os direitos de visita do outro". Devem estar a brincar!? Então é assim que se avalia a capacidade de amar e educar, constituir um lar seguro para o crescimento de uma criança???? As crianças não são um brinquedo - agora brincas tu, agora brinco eu!
O debate também não serviu para esclarecer a eterna confusão entre o "exercício conjunto das responsabilidades parentais" e a chamada "guarda conjunta". São duas terminologias diferentes e não têm que ver com a divisão do tempo das crianças entre os dois pais. Mas mesmo dentro dessa confusão terminológica, os participantes defenderam (excepto o juiz de menores) que as crianças deviam andar a saltar de casa em casa todas as semanas.
Eu acho essencial que as crianças mantenham um vinculo afectivo e um contacto o mais regular possível com o pai que saiu de casa (no meu caso é isso que tenho promovido, mesmo engolindo muitos sapos). Acho uma estupidez aqueles casos em que os pais vêm os filhos um fim de semana de 15 em 15 dias. Creio que cada família é um caso e que não há soluções standard que sirvam para todos. Penso também que a mediação familiar devia ser uma peça-chave de qualquer processo litigioso e que as sanções previstas na lei para os incumprimentos deveriam ser aplicadas de forma célere.
Para concluir, a única afirmação com sentido que ouvi naquele debate foi da pedo-psiquiatra que lembrou aquela "verdade mais importante que é invisível para os olhos": para a criança, o melhor é não haver divórcio.

Cleopatra disse...

Parabéns!!
Gostei !!
Gostei da sua postura de Juiz Inteiro.
Gostei do estar e do savoir faire.
Gostei da serenidade que manteve mesmo quando o Rodrigo "se passava" por razões que só ele sabe.
Gostei do seu saber e da forma como o demonstrou.
Parabéns Sr. Dr. Juiz.
faz-nos falta.
Está linkado ;-)